Na passada semana por razões profissionais tive a infelicidade de estar presente na famigerada concentração motard de Faro.
Pouco mais trouxe de lá que a veemente assumida vontade de jamais lá voltar, e a certeza que efectivamente há muito bronco labrego por este pais fora, e acrescento convictamente que me parece realmente que agora andam todos de mota.
Os verdadeiros motards esses também andaram por lá, mas se não se desse um pulo ao recinto da concentração quase nem se dava por eles. Embora protagonizem atitudes um pouco insólitas com rasgos de decadência, estão na sua e não chateiam, e afinal de contas aquela é suposta ser a festa deles!
Os broncos em contrapartida estavam por toda a parte e a agir como se o mundo fosse seu. Quais calhaus com olhos em cima de maquinas potentes a relinchar os escapes, dada a incapacidade de na ausência de cérebros se exprimirem de outra forma.
As autoridades trouxeram também uma bela lufada de cretinice, com medidas perfeitamente idiotas, demonstrando uma total displicência em relação as pressões sofridas pela população (em especial da ilha de faro), que como tive oportunidade de presenciar viveram situações verdadeiramente inaceitáveis durante os dias da concentração.
Poderia escrever linhas e linhas sobre o que vi, mas vou-me cingir apenas a deixar esta analise muito genérica e pessoal do evento.
Abraço